Você sabe qual a importância do processo de Seleção?

RH

O processo seletivo nada mais é do que a escolha de alguns profissionais que passam por algumas entrevistas, as vezes com o Recursos Huamanos (as vezes nem passam pelo RH), mas pela área técnica eles não escapam, certo?

ERRADO!

Há quem não aceite ou desconheça a importância de um processo seletivo assertivo e completo para as organizações. Sejam elas de pequeno, médio ou grande porte.

Primeiro de tudo, é claro para todos, o que o RH avalia em cada processo seletivo? Além de se basear nas missões, visões e valores de cada empresa e em algumas técnicas como as de competência?

Cada processo é realizado de forma totalmente personalizada e única. Então vamos citar alguns exemplos de avaliações que o RH deve analisar:

  1. O profissional tem perfil psicológico para exercer tal atividade?
  2. O profissional tem perfil comportamental para exercer tal atividade?
  3. O profissional avaliado tem o perfil da sua equipe?
  4. Pelo perfil dele, como será a relação com seu superior?
  5. E com seus subordinados?
  6. Ele tem perfil do porte da sua empresa? SIM, tem isso também.
  7. Ele tem um excelente conhecimento técnico, mas ele não tem perfil pra liderar aquelas 7 pessoas que necessitariam de sua liderança. Contrato ou não?
  8. Ele é muito proativo para uma atividade que não poderá ter autonomia. É bom, só por que ele é proativo?

 

Enfim, ficaríamos aqui enumerando infinitos detalhes e possíveis avaliações necessárias.

 

Qual a consequência de uma contratação equivocada?

Agora, ainda nesse assunto, falaremos de um outro tópico importante. Qual a consequência de uma contratação equivocada para sua equipe interna, que já está redondinha, motivada, treinada e com uma interação quase que perfeita?

Quando conseguimos deixar um clima afável (seja por departamento ou seja na empresa com um todo) temos que tomar mais cuidado ainda. Por que abordo isso? Vamos lá, novamente enumerar os fatos:

 

  1. Uma pessoa desmotivada, muitas vezes desmotivam outras;
  2. Uma pessoa insatisfeita, cria esse sentimento negativo de que nunca nada está bom;
  3. Liderança não é imposta, é conquistada. O difícil é cada funcionário identificar liderança em seus líderes;
  4. Um profissional insatisfeito, que não tem ética, espalha para a empresa determinado assunto que lhe foi confiado;
  5. Disputa por salário, o que gera desconfiança;
  6. Boatos de demissões, por exemplo, que geram insegurança.

Enfim, também poderíamos ficar aqui enumerando coisas e mais coisas.

Fato é, a primeira coisa MUITO importante a ser feito dentro de uma empresa é: A CONTRATAÇÃO. Digo isso por que já presenciei diversos acontecimentos e, em conversas com colegas da área, percebemos cada dia mais, o quanto traz de problemas uma contratação equivocada. Só um parênteses aqui, eu utilizo a palavra equivocada e não errada, por quê? Porque todos temos lugar ao sol, porém deve ser avaliado em que praia você deve pegar esse sol.

As vezes, o profissional pode não ter perfil pra essa empresa, mas tem exato perfil de outra. As vezes o profissional não tem perfil de liderança, mas é o cara que, na atividade dele, vai resolver todas as buchas. E daí, se não tem perfil de líder, isso não é nenhum problema, pelo contrário, perfis diversificados são importantes para cada atividade e organização.

 

Prejudica a empresa com um todo também!!

Enumeramos algumas consequências que prejudicam a equipe interna da sua empresa e podemos também comentar rapidamente, não só o que prejudica a equipe, mas a empresa como um todo. Vamos lá:

 

  1. O profissional está em determinado projeto, e por consequência dessa insatisfação na equipe, decide procurar outro emprego. Larga o projeto naquele cliente que tem ele como um Deus, e você tem que substituir o profissional em tempo record. Aí me diz você, se na hora do desespero, vamos pensar nessa avaliação toda? Corre e substitui o cara que largou o projeto. E o que isso vira? A famosa bola de neve;
  2. Custo de demissão;
  3. Despesa em admissão;
  4. Tempo para treinamento ou interação de projeto e/ou atividade;
  5. Impacta na imagem da empresa;
  6. Passivo trabalhista;
  7. Baixa na produtividade.

 

A Conclusão é, que, todos os processos e avaliações são igualmente importantes. A parte técnica é essencial tanto quanto a comportamental. Me atrevo a dizer que, quando temos um profissional com perfil comportamental, que é o que precisamos, a gente treina a parte técnica. Já o contrário, é mais difícil de desenvolver.

Natália Manzano

Psicóloga, Especializada em Administração de Recursos Humanos pela FAAP - São Paulo; Trabalha na área de Recursos Humanos, especificamente em consultorias de tecnologia e telecomunicações, desde 2011; Responsável pelos Processos de Recrutamento e Seleção da Cetax Consultoria.

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